(versão 411a - série “pensamentOcioso”)
Procuro sempre os urinóis com vestígios de anterior utilizador. Não porque me agrade constatar que a piscina amarelecida indique que ali esteve alguém (e não raras vezes sabe bem sentirmo-nos acompanhados mesmo estando sós) mas tão só porque ao premir a descarga da água purificadora o faço colocando a mão ou parte dela quando o porco que lá esteve anteriormente não o fez. E quando assim é, e lá na empresa onde trabalho é assim, procuro despiscinar a amarelecida réstea da imundície alheia, e lá procedo a uma descarga simpaticamente democrática (mais, devo confessar, para que quem venha depois não julgue que fui eu quem atesta ter urinado e por ela – a urina, claro – ali ter permanecido).